Secretariado Executivo no Brasil: Quo Vadis?

Ivanete Daga Cielo, Carla Maria Schmidt, Keila Raquel Wenningkamp

Resumo


A década de 2000 no Brasil foi permeada por um processo de intensificação de oferta de instituições e cursos de ensino superior, decorrente, especialmente, de políticas de reestruturação e expansão das universidades. Esse cenário conduz ao entendimento de que a ampliação do ensino superior no Brasil possa ter ocorrido nas diferentes áreas do conhecimento. Diante disso, torna-se relevante entender a dinâmica particular de desenvolvimento dos cursos de Secretariado Executivo no país. Atualmente, percebe-se uma lacuna nos estudos científicos da área, no sentido de compreender o processo de crescimento ou permanência desses cursos. Sendo assim, este estudo tem o intuito de investigar a realidade dos cursos de graduação em Secretariado Executivo no país e, consequentemente, lançar olhar sobre os rumos da profissão. Especificamente, objetiva-se: a) analisar o processo evolutivo da oferta dos cursos de graduação de Secretariado Executivo no país; b) mapear a oferta desses cursos nas regiões do país. Para tanto, o estudo está embasado a guisa da literatura da área de secretariado. Em termos metodológicos, a pesquisa apresenta abordagem quantitativa, sendo que os principais procedimentos de investigação se deram a partir de pesquisa documental, desenvolvida com base em dados do MEC (2013), ENADE (2012) e IPEA (2013). Os principais resultados remetem a uma reflexão urgente sobre o futuro dos cursos de bacharelado em Secretariado no país, uma vez que estes vêm enfrentando um significativo processo de redução no quantitativo de turmas em funcionamento. Tal conjuntura pode impactar positivamente na oferta de cursos tecnológicos em detrimento aos cursos de bacharelado.

DOI: 10.7769/gesec.v5i3.256


Palavras-chave


Cursos de Secretariado Executivo; Evolução; Rumo da profissão

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